O presente está tenso! Só um leigo pode duvidar.
… mas está vestido de azul e isso é bom.
O presente está tenso! Só um leigo pode duvidar.
… mas está vestido de azul e isso é bom.
Hoje, vá-se lá saber porquê, o conceito de musica total desatou a martelar-me na cabeça e, num instante estava a saltar para o romantismo. Raio de coisa!
Não sendo um desperdício o tempo em que me deixei martelar (até porque ia ouvindo esta música) e, com tudo o que isso implica, lá tive que concluir que há espaço para todas as utopias (+ some outras porras).
… é uma grande porra!
Hoje é um daqueles dias de ir para uma qualquer cabana no meio da montanha pensar nas coisas da vida*. Pensar que as coisas da vida* são as coisas da vida* ou qualquer parvoíce do género. Ou não pensar nada, não fazer nada, só respirar.
O ar rarefeito havia de oxigenar os neurónios e fazer bem.
Quem sabe!
* fuck you, dear life
Sem que nada indicie que assim seja, pode-se acabar assim, em cima de um qualquer telhado, numa qualquer noite… apenas porque sim!
Num dia de sol assim, a tristeza é ainda mais triste. Mas f***** agora sei de que ela é feita.
Conheço-lhe as curvas e as rectas e mais uma cambada de merdas que tem todo o interesse do mundo mas que só me interessam a mim. No fundo, o mundo todo, sou apenas eu. Esta ideia até nem é lá muito terrível, convenhamos.
EU…? Gosto da palavra.
É minimalista, como deve ser o olhar com que nos vemos. Minimalista e despojada, como deve ser.
A ver se consigo ir mais longe no eu, apenas ou no apenas eu.
Sei o que sinto, porque sinto. Sei o que sei, porque sinto.
Sinto e penso. Acabo por saber o que sinto porque penso.
Mas no fundo, não sei nada, só sinto.
Às vezes, há dias, em que há por aí uns pensamentos que me corroem.
Escavam, esgravatam e sei lá que mais, até se fazerem notar.
Quando isso acontece, tomo logo uma dose dupla.
… tentativa soft de me livrar deles…
… golpe de misericórdia…
Depois disso, consigo, quase sempre, voltar a sorrir… lá mais para o fim dos dias.
Lembro-me de levar com o vento na cara enquanto ouvia isto em 82. Tenho-me lembrado sempre dela quando preciso de levar com o vento na cara. Hoje, ouço-a de novo, a levar com o vento na cara… mas desta vez o vento mistura-se com outras porras sem interesse nenhum, mas isso também não interessa nada. Ouço-a, ponto.
A grande porra é que o mais difícil é sempre o mais simples.
E o mais simples, o mais verdadeiro.
E o mais verdadeiro, o que mais amedronta.
E… grande porra!